Asa Branca
Baião · Luiz Gonzaga (tradicional)G · C · G · D7 · G
Um dos baiões mais conhecidos do Brasil. Só três acordes maiores e o Ré com sétima.
Aulas passo a passo, um dicionário de acordes que toca o som de verdade e um afinador — tudo de graça, direto no navegador.
Corpo de madeira, som doce e marcante. O coração da roda de samba e do choro.
Mesma afinação,
mesmas cordas,
mesmos acordes.
Aro metálico e pele esticada: som mais alto e cortante, feito para o pagode.
Cavaquinho e banjo de samba usam a mesma afinação e as mesmas cordas — aprenda num, sabe tocar nos dois. Percorra os módulos em ordem ou vá direto ao que precisa.
Antes de tocar, identifique cada parte — isso vai facilitar entender todas as instruções de aulas e cifras.
O cavaquinho e o banjo de samba usam a mesma afinação. Da corda mais grossa (4ª) à mais fina (1ª):
Note que a 4ª e a 1ª são ambas Ré — mas a 1ª soa uma oitava acima. Use o afinador online abaixo para conferir de ouvido.
Os diagramas mostram o braço do instrumento de frente:
A escala cromática tem 12 notas. Cada casa no braço sobe meio tom:
As notas das cordas soltas do cavaquinho na escala são: Ré (4ª), Sol (3ª), Si (2ª) e Ré (1ª). Na 1ª casa de cada corda a nota sobe meio tom, na 2ª casa sobe mais um, e assim por diante.
Com apenas três acordes você já toca centenas de músicas brasileiras:
Use o dicionário para ver os diagramas e ouvir cada um. Pratique a sequência G → C → G → D7 → G até a troca sair automática.
Ré-Sol-Si-Ré. Use o afinador abaixo antes de cada sessão.
Veja os diagramas no dicionário. Troque devagar, sem pressa com velocidade.
Toque tudo pra baixo, um por tempo. 4 tempos por compasso. Metrônomo a 60 bpm.
Alterne pra baixo (tempo forte) e pra cima (contratempo). Abafe levemente com a palma.
G7, C7, A7, E7 — o tempero do samba. Consulte todos no dicionário, com som.
O campo harmônico é a família de 7 acordes que "pertencem" a uma tonalidade. Em Sol maior (G):
O grau V (dominante) sempre "pede" para resolver no I. Por isso o D7 quer ir para o G — é tensão e resolução, a base da harmonia tonal.
No samba e no choro, quase todos os acordes carregam uma sétima. Conheça os tipos:
O movimento mais natural — segure a palheta entre polegar e indicador, inclinada, e desça pelo conjunto de cordas. É o tempo forte.
O contratempo. Suba as cordas logo após a descida. O toque é mais leve — as cordas ouvem diferente na subida.
Base de toda batida rítmica. Pratique devagar com metrônomo até o movimento ficar suave e contínuo.
Logo após a palhetada pra baixo, a palma da mão direita toca levemente as cordas para cortar o som. Isso cria o "chique-chique" característico do samba.
No pagode, muitos tocam com a polpa do polegar (pra baixo) e a unha do indicador (pra cima). Som mais suave e redondo.
Cada gênero tem sua batida característica. O símbolo ↓ = pra baixo; ↑ = pra cima; ✋ = abafa.
Dois tempos com abafamento no "e". O abafamento da palma cria o balanço. Comece a 60 bpm, vá até 110.
Mais levado, o abafamento cai no 3º tempo. Dá o balanço de quadril do pagode.
O mais sincopado — o abafamento cai em lugar inesperado e cria a ginga do partido alto.
Alternada constante e rápida, sem abafamento. O choro pede precisão e velocidade — comece lento.
Use a seção de Ritmos abaixo para ouvir cada levada com metrônomo e praticar junto.
Para tocar de ouvido numa roda, você precisa identificar a tonalidade da música e saber quais acordes pertencem a ela.
Substituições permitem trocar um acorde por outro mais colorido, mantendo a função harmônica.
O dominante G7 pode ser substituído pelo Db7 — distam um trítono, mas têm as mesmas notas de tensão (Si e Fá). O resultado é uma descida cromática suave: Db7 → C.
Em vez de ir direto ao V, prepare com o IIm7: Am7 → D7 → G. Isso é a base de dezenas de progressões no choro e MPB.
O VI menor substitui o I maior com suavidade: Em substitui G. Dá um tom mais melancólico à progressão sem sair da tonalidade.
Qualquer acorde do campo pode ganhar um dominante próprio. Antes de Am (II), coloque E7 (V/II). Antes de D7 (V), coloque A7 (V/V). Enriquece a harmonia progressivamente.
5 notas, zero nota "errada" — funciona sobre quase tudo. Em Sol: G A B D E. Sobe e desce essas notas sobre uma progressão G-C-D7 e você já está improvisando.
Em Mi menor: E G A B D. Funciona sobre progressões menores e também sobre o relativo maior (G). Muito usada no pagode e samba-rock.
7 notas — a escala do campo harmônico. Sobre o acorde G use a escala de G maior. Evite o 4º grau (C) sobre o acorde G para não criar tensão indesejada.
Escala maior com o 7º grau abaixado. Sobre G7: G A B C D E F. É a escala "natural" sobre acordes dom7 — muito usada no choro.
No choro, o cavaquinho às vezes sai do acompanhamento e faz o contracanto ou solo. Algumas técnicas específicas:
Transpor é reescrever uma música em outra tonalidade — para encaixar na voz do cantor ou num conjunto.
Na roda de samba e pagode, cada instrumento tem um papel específico:
Faz a "baixaria" — linha de baixo melódica na 7ª corda (Si grave). Preenche os espaços entre os acordes com contraponto.
Mantém a levada rítmica e a harmonia. No samba, o cavaquinho "corta" com abafamento. No pagode, o banjo lidera a célula rítmica.
Divide o tempo e dá o swing. O cavaquinho e o pandeiro precisam "travar" juntos — o abafamento do cavaco deve coincidir com o prato do pandeiro.
O cavaquinho acompanha a melodia vocal — sobe a intensidade nos refrões, abre espaço nos versos, e faz "respostas" instrumentais nos finais de frase.
Escolha a nota e o tipo. Veja onde pôr os dedos, quais notas saem e ouça o acorde. Cada forma foi conferida nota por nota.
A batida é o coração do cavaquinho. Escolha um estilo e toque junto: o pulso forte é o baixo no tempo; os fracos são os ataques leves para cima.
Toque no seu instrumento acompanhando o pulso. Comece devagar e vá acelerando conforme ganhar firmeza.
Peças tradicionais e de domínio público, com a sequência de acordes pronta. Toque cada acorde por um compasso e repita.
G · C · G · D7 · G
Um dos baiões mais conhecidos do Brasil. Só três acordes maiores e o Ré com sétima.
G · D7 · G · C · G · D7 · G
Perfeita para treinar a troca entre Sol, Ré7 e Dó sem pressa.
G · D7 · G
Valsa clássica com apenas dois acordes — ideal para o primeiro dia.
C · G7 · C
Melodia simples para fixar a troca entre Dó e Sol com sétima.
Consulte cada acorde no dicionário para ver onde pôr os dedos e ouvir o som.
Reconhecer esses tropeços cedo poupa meses de frustração. Todo mundo passa por eles.
Força além do necessário cansa a mão e desafina. Pressione só o suficiente para o som sair limpo.
Velocidade vem depois da precisão. Toque devagar e limpo; o metrônomo é seu melhor amigo.
Muita gente foca só nos acordes e esquece a batida — mas é ela que dá o suingue. Treine as duas mãos juntas.
Tocar desafinado desanima e vicia o ouvido. Afine sempre antes de começar, nem que leve um minuto.
O segredo é treinar a transição, não o acorde parado. Repita só a mudança de um acorde para o outro.
A ponta dos dedos dói no começo e forma calo em poucos dias. Persista: logo passa e vira natural.
Toque cada corda solta e ajuste a sua até o som ficar igual. Da esquerda para a direita: 4ª (grave) à 1ª (aguda).
Dica: use o diapasão de referência do Lá (segunda casa da 3ª corda) se quiser afinar pelo padrão 440 Hz.
Os termos que você vai encontrar em cifras, aulas e rodas — explicados em linguagem simples.
Este site nasceu de um material de estudo simples e virou um pequeno curso aberto. A ideia é tirar o medo do começo: mostrar onde pôr os dedos, deixar você ouvir o acorde e praticar no seu ritmo.
Todas as digitações de acorde foram geradas a partir da teoria musical e conferidas uma a uma — cada forma toca exatamente as notas do acorde, sem os erros comuns das tabelas espalhadas por aí.
Cavaquinho e banjo de samba compartilham afinação e cordas, então o conteúdo serve igualmente para os dois instrumentos.